Galeria de Guilherme Castro
ARADO Ar 196 A DA HELLER ESCALA 1/72.
O Arado Ar 196 foi um aparelho de reconhecimento
embarcado. Em 1936 houve uma solicitação da marinha alemã para um
aparelho de reconhecimento e ataque leve, visando substituir os antigos
biplanos Heinkel He 60, sendo que o projeto apresentado pela Arado foi
declarado vencedor. Muito admirado por seus pilotos, o Ar 196 apesar de
não ser páreo para os caças aliados tinha boa manobrabilidade e poder
de fogo ofensivo e defensivo, participando de inúmeras e importantes
batalhas da II Guerra Mundial. Além da Alemanha a Bulgária, Finlândia e
Noruega utilizaram em operações de combate o Ar 196.
Montando o Ar 196 A
Sempre fui um fã do Arado 196, não entendendo como os
fabricantes de kits relegaram por tanto tempo aparelho tão importante
no contexto da aviação militar mundial. Até bem pouco tempo o único
modelo em escala no mercado era o da Airfix, lançado na metade dos anos
60. O kit da Heller, código do fabricante 80241 é composto de apenas 38
peças, sendo 3 transparentes, moldado em plástico prateado, em alto
relevo, podendo ser montado nas versões alemã e romena. É um kit muito
simples, com os encaixes perfeitos e sem imperfeições de moldagem. Para
dar um charme ao modelo através de pesquisas como fonte de referência,
construí o "trole" de transporte do Ar 196, com placa da plasticard,
sprue e fiz os relevos com "scriber". As rodas foram da sucata de um
outro "trole" de um Me 163 Komet, também da Heller. As tintas
utilizadas foram;
RLM 81 Dunkelgrün (Verde Negro)
RLM 70 Schwarzgrün (verde Escuro)
RLM 65 Hellblau (Azul Claro)
RLM 04 Gelb (Amarelo)
RLM 23 Rot (Vermelho)
RLM 21 Weiss (Branco)
Foi um grande prazer fazer uma pequena pesquisa e montar esse bravo
guerreiro, que agora está para ser lançado pela Tamiya na escala 1/48 e
pela Trumpeter na escala 1/35.
      
Mc Donnell F-3 Demon, precursor do F-4 Phantom
              
O GUARDIÃO NOTURNO-GLOSTER NF 14
O venerado Gloster Meteor foi o primeiro jato
operacional aliado na II Guerra Mundial. Depois do conflito foi
aperfeiçoado à partir da versão MK IV, sendo vendido para 17 países,
dentre os quais o Brasil, que operou por mais de 20 anos as versões F-8
e TF-7. Os modelos F.N 11/12 e 14 substituíram os míticos De Havilland
Mosquito no inventário da R.A.F. (Royal Air Force). A versão N.F 11 (NF
de Night Figther) iniciou sua vida operacional em 1951 equipando 3
Esquadrões, o modelo N.F 12 em abril de 1.953 e a versão definitiva N.F
14 em outubro do mesmo ano, permanecendo operacional ate 1.961. Em
todas as versões foram construídos aproximadamente 3.900aeronaves.
Montando o Gloster Meteor NF.11/12 e 14 da Matchbox
Com o código do fabricante PK-129,as versões do Meteor
noturno mostram como um projeto pode ser diversificado e adaptado. Com
59 peças moldadas, sendo 2 transparentes em três cores (verde,cinza
claro e cinza escuro), este kit na escala 1/72 pode ser montado em três
versões, com decais para duas forças aéreas, a RAF do 84 Squadron e do
11º Esquadrão da Força Aérea Belga. O interessante é que os narizes e
cobertura do cockpit nos permite fazer as versões desejadas, tudo em
uma só embalagem. Obviamente é um kit básico, bem espartano, mas com um
grande potencial para melhoramentos. As cores utilizadas foram Sea Grey
Mediun, Dark Sea Grey e Dark Green, da empresa Multicores, de nosso
amigo David Calazans. Para quem gosta, como eu, de kits não
convencionais, é um prato cheio. Como a Matchbox foi comprada pela
Revell alemã, é bem provável que como outros kits (Buckeye,Dornier
18,Panther) de sua linha, sejam relançados com o selo Revell.
      
PE-2 PETLYAKOV - O PUNHO DE AÇO SOVIÉTICO
Inicialmente utilizado como bombardeiro de picada, o
PE-2 tornou-se uma lenda na II Guerra Mundial como um dos melhores e
mais versáteis aviões de sua época, sendo também utilizado como caça
diurno e noturno assim como aparelho de reconhecimento armado. É
equiparado em importância ao De Havilland Mosquito, sendo que em todas
as versões foram construídos mais de 11.400 unidades. Após o conflito,
vários países que se tornaram membros da esfera soviética utilizaram o
PE-2, também conhecido por suas tripulações com o carinhoso apelido de
"Pesheka" até início dos anos 50.
MONTANDO O PE-2 - "PESHEKA" - DA AIRFIX NA ESCALA 1/72
A primeira vez que tive contato com o kit foi no final
dos anos 60.Com o código 258, a Airfix apresentava o kit moldado em
plástico azul claro com um total de 90 peças, sendo 8 transparentes.
Apesar da idade, o kit continua sendo bom e bastante detalhado, com sua
carga de bombas, gôndola do artilheiro e os freios de mergulho. Optei
em baixar os relevos com um "scriber" da Tamiya e a fazer alguns
rebites. O kit vem com decais para se fazer duas versões, sendo uma
soviética e outra polonesa. Achei melhor fazer a versão usada na II
Guerra Mundial pelos soviéticos, pintando com as cores Dark Green, Dark
Earth e Pale Blue, adicionando um pouco da cor Azurre. Fiquei
satisfeito com o resultado, já que o molde tem mais de 42 anos,
provando que algumas melhorias externas, aliada a montagem e pintura
correta podem fazer alguns pequenos milagres, não exigindo muito
trabalho ou stress para modelista. É só ter uma pequena noção de
montagem, pintura e boa dose de paciência.
      
SABRE F-86 "THE MIG KILLER"
Com o sucesso obtido com o Mustang P-51, a North
American Aviation, baseado nas pesquisas aerodinâmicas capturadas dos
alemães, projetou o Sabre f-86, que se imortalizou por sua participação
nas ações de combate em céus coreanos entre 1950 e 1953. Mais de 9.800
aparelhos foram construídos nos EUA, Japão, Itália, Canadá e Austrália.
A Força Aérea Boliviana utilizou seus Sabres até o ano de 1994. Em sua
vida operacional, o Sabre F-86 serviu na defesa de 24 países.
SABRE F-86 F30 da FUJIMI ESCALA 1/72
Com o código F-19 este veterano molde é apresentado em
59 peças, sendo 3 transparentes. Moldado em plástico cinza, finíssimo
baixo relevo e com encaixe perfeito, acompanha uma bela folha de decais
que permite a opção para 5 aeronaves, dentre as quais a do Maj.John
Glenn, com o seu "Mig Mad Marine", quando operou na Guerra da Coréia
com o 25Th Group. Como disse, o kit em minha opinião, é o melhor F-86
lançado até hoje na referida escala. Baixo relevo preciso, encaixes
harmoniosos e folha de decais excelente. Praticamente é só tirar as
peças das árvores, limpar os excessos de plástico, colocar tudo na
caixa, adicionar cola, tampar, sacudir por 8 minutos e destampar.
Pronto, está pronto para pintar. Obviamente não é bem assim, mas chega
bem perto. A pintura foi realizada com a tinta metálica da Orion
Models-Extra fina. Depois de seca, foi feito um polimento com flanela
seca. Optei em usar as marcações do Lt.Jim Thompson e seu vistoso
dragão "The Huff". Todos os adornos em amarelo são decais,q ue vem com
o kit, poupando trabalho extra ao modelista.
      
O CÃO RAIVOSO-SABRE F-86D
Conhecido como "Sabre Dog", lembrava bastante F-86, caça
diurno. O Sabre Dog, porém, era um projeto totalmente novo, tendo
apenas 25% em comum com a família Sabre. Distinguia-se por ter uma
fuselagem maior, motor com pós queimador, um grande radar frontal
NA/APG 36 para qualquer tempo e uma "bandeja" retrátil sob a fuselagem
que transportava 24 foguetes não guiados "Mighty Mouse" de 70mm, mais
efetivos que os canhões de bordo, quando em missão de interceptação
contra bombardeiros inimigos, criando uma "parede" de projéteis. Um
total de 2.500 "Dogs" foram construídos, servindo em 16 forças aéreas.
O Musal do R.J tem um exemplar deste avião, doado pelas Força Aérea da
Venezuela.
Montando o "Dog" da Airfix na Escala 1/72
Com o código do fabricante 02061, o kit é moldado em
alto relevo na cor cinza metálica. Com 50 peças, sendo uma
transparente, vem com uma folha de decais que permite ornamentar o
modelo em dois tipos; 406 e 520 Th -Figther Interceptor Wing. Optei em
baixar os relevos para dar mais charme ao modelo. A montagem não
intimida, pois o kit é bem simples. A pintura foi obtida com a
aplicação de tinta prateada da Orion Models. A pintura "anti glare",
com a cor Olive Drab da Multicores. Antes de tudo, um leve "wash", em
seguida um rápido polimento com flanela e aplicação dos decais. Depois
de algumas horas, uma camada de verniz para selar o trabalho e pronto,
meu Sabre Dog estava pronto para serviço!
      
FOCKE WULF TA 183-HÜCKEBEIN
Se houvesse uma continuação da II Guerra Mundial,
fatalmente o TA-183 seria o sucessor do Me 262 na lista de caças de
primeira linha da Luftwaffe. Seu desenho clássico inspirou uma série de
jatos do pós guerra, tais como o Pulqui II argentino, o Mig 15
soviético e o Saab J-29 Tunnan sueco.
O TA-183 "HÜCKEBEIN" da PM ESCALA 1/72-CÓDIGO 213
A empresa PM Models de Istambul, Turquia, apresenta o
modelo deste arrojado projeto da Focke Wulf moldado em plástico cinza
claro, sendo que o kit contém apenas 21 peças em baixo relêvo, sendo
uma transparente. Pela quantidade de peças, só posso qualificar o kit
como "espartano", podendo ser melhorado pelos modelistas mais
exigentes. Aproveitei para adicionar alguns relevos omitidos no kit e
fiz alguns rebites. A montagem é simples e sem problemas, não se
podendo esquecer de se adicionar peso ao nariz, para que o kit fique na
posição normal, sem empinar. A pintura foi seguida conforme
recomendação da caixa;
RLM 81 Braunviolet
RLM 82 Dunkelgrün
RLM 76 Hell grau
O nariz foi pintado na cor amarelo-alemão/Gelb e o interior no cinza
RLM 02. O esfumaçado lateral foi aplicado com um pouco de cada cor
principal, com o aerógrafo Tamiya "Extra Fine". Como diz o ditado
popular, "dentro de pequenos frascos, existem grandes perfumes", e é
assim com esse kit: caixa pequena, poucas peças e um grande kit para se
passar boas horas de lazer.
     
MARINE'S RATTLE SNAKE - A CASCAVEL DOS FUZEIROS
Foi originalmente desenvolvido para atender a
concorrência da USAF para o programa LWF, que pedia um caça "peso
leve", polivalente e barato, para complementar as funções do
dispendioso F-15 Eagle. Assim nascia o General Dynamics F-16 Fighting
Falcon, pequeno, monomotor, altamente manobrável e apto a atuar sob
quaisquer condições metereológicas, de dia e de noite. Seu primeiro vôo
ainda em forma de protótipo deu-se em 13 de dezembro de 1973. Dai para
a frente é história. Venceu a concorrência para equipar países membros
na OTAN (Belgica, Noruega, Dinamarca e Holanda) e começou a equipar os
esquadrões da USAF, se tornando com o passar dos anos um "best seller".
Com mais de 4.650 unidades produzidas até o momento, equipa as forças
aéreas de mais de 22 países.
MONTANDO o F-16 da ESCI ESCALA 1/72
A antiga Esci italiana, brindou os modelistas com
diversos kits de qualidade, tanto na escala 1/48 (Fury F3, Mirage III,
Mirage F-1, Mig 23 e 27) quanto na escala 1/72, sendo o F-16 um desses
pequenos tesouros. Moldado em plástico cinza prateado, em baixo relevo,
é composto de 70 peças, sendo uma transparente, com decoração para 5
países, a saber; Noruega, Dinamarca,Israel, Bélgica e USAF. Sempre
relutei em montar qualquer tipo de F-16, apenas por detestar o padrão
de pintura adotado, que era muito feio. Tentei por diversas vezes fazer
o de Israel, que era mais vistoso mas a vontade nunca aparecia. Meu
amigo de GPPSD, Eduardo "Doc" Natal, há mais ou menos um ano mostrou-me
uma foto de uma estranha e bela pintura de um F-16, que havia sido
publicada em uma revista de modelismo. Fiquei muito impressionado com o
esquema de pintura e comecei a pesquisar na "net" e vi, com satisfação
de que haviam outras pinturas belíssimas, dentre as quais os "Artic
Bandits". Cheguei até a comprar a folha de decais da "Two Bobs" que vem
com 4 esquemas de camuflagens, porém, vi o esquema de pintura dos
"Rattle Snakes" em foto tirada em Pensacola, durante uma visita de
cortesia e resolvi fazer esse estilo. O kit é muito fácil de montar, o
que complica um pouco é o sistema de peças para mono e biplace, que
requer cuidado de montagem e a colagem da parte transparente, que vem
rente a peça de encaixe. De resto, foi só alegria. Munido de fotos,
pintei nas cores FS-36628 e FS-37030 da marca Multicores, em um esquema
de camuflagem semi digitalizada com o auxílio de fita Tamiya. Nas
fotos, o "Rattle" está armado apenas com os mísseis de pontas de asa,
mas para deixar o meu mais agressivo, adicionei dois enormes tanques de
combustível, duas bombas GBU e mais dois mísseis, pois todos esses
armamentos e mais alguns, acompanham o kit. Os decais foram de minha
caixa de sobras de um antigo A4 Skyhawk da Italeri, que se assemelhavam
na cor e formato nos aplicados no F-16 das fotos. Curti cada momento da
montagem e pintura,provando que o plastimodelismo deve ser encarado
apenas como um delicioso hobby e não uma obsessão.
           
GRUMMAN TBM- AVENGER –O VINGADOR DOS MARES
Seu nome surgiu pelo fato de ter sido apresentado na
fábrica da Grumman na fatídica tarde do dia 7 de dezembro de 1941, dia
do ataque à base aeronaval de Pear l Harbour, daí surgindo nome de
“Avenger-Vingador”. No dia, os funcionários e técnicos envolvidos no
projeto, juraram entregar o mais rápido possível os “Vingadores” para a
zona de guerra. Em junho de 1942 a promessa foi cumprida, com o envio
de
100 unidades para a linha de frente do Pacífico. Além de sua função de
avião torpedeiro contra belonaves de superfície, o Avenger se destacou
contra os submarinos do Eixo, conseguindo importantes vitórias nos
oceanos onde operou. Sempre foi muito respeitado por suas tripulações
por sua robustez e confiabilidade. Alguns nomes famosos estão ligados
ao
TBM, como por exemplo o ex Presidente dos EUA George H.W.Bush (o
pai), que foi piloto naval na II Guerra. Na batalha de Shishi Jima o
jovem Bush após bombardear com êxito seu objetivo, foi abatido, sendo o
único sobrevivente de sua tripulação. Outra personalidade foi o ator
Paul Newman, que dado ao fato de ser daltônico, não passou nos exames
para piloto naval, sendo então designado para o posto de
artilheiro, onde permaneceu até o dia da “Vitória no Pacífico”. Fato
também insólito foi o caso do famoso “Vôo 19”, onde 8 TBMs
desapareceram
misteriosamente no Triângulo das Bermudas em dezembro de 1945. Também
vale ressaltar de que a Aviação Naval da Marinha do Brasil recebeu ...
Avengers que vieram com o NAeL Minas Gerais, adquirido em 1956. Por
problemas com a FAB, os TBMs ficaram baseados em terra, sendo
posteriormente sucateados em 1965. No texto refiro-me ao Avenger com a
sigla TBF ou TBM, sendo que os aviões produzidos nas fábricas da
General
Motors levam o final “F” e os montados no complexo Grumman levam o
final “M”. Só para que não haja dúvidas.
MONTANDO O TBF-1 DA ACADEMY 1/72.
A Academy-Minicraft coreana, há muito vem brindando os
plastimodelistas do mundo com o excelente kit do TBF-1 Avenger na
escala 1/72. Com o código 1651, é um kit muito simples, moldado em
plástico cinza, baixo relevo e composto de 40 peças, sendo 6
transparentes. Por ser um kit simples, porém muito bem moldado, oferece
a
opção de muitas modificações e melhorias, como por exemplo o interior
dos porões de rodas e cockpit. Os encaixes são ótimos, permitindo uma
montagem deliciosa, principalmente para o iniciante. Como sempre, quis
realizar uma pintura diferente, já que em todos os concursos e revistas
de plastimodelismo a maioria esmagadora dos Avengers são apresentados
nas cores da US.Navy ou US.Marines. Resolvi homenagear o Coastal
Command
da Royal Air Force, que utilizou um bom número de ‘Vingadores” nos
Teatros de Operações de Guerra. Assim, pintei o meu TBF-1 (como
explicado
acima,fabricado pela GM) nas cores Dark Gray e Dark Green na parte
superior e na cor branca nas laterais e partes inferiores, sendo as
referidas tintas da marca Multicores do nosso amigo David
Calazans. Depois de pintado, um leve “wash” para dar um aspecto
“guerreiro” e pronto, mais um kit montado e muitas horas de diversão!
      
DOUGLAS DEVASTADOR TBD-1
Atendendo a um requerimento da US Navy de 1934, a
companhia Douglas Aircraft foi a vencedora, derrotando seu concorrente
direto o Northrop BT-1. Entrou em serviço no ano de 1937, sendo na
época, o mais avançado avião da marinha americana. Mas a engenharia
aeronáutica avançava a passos rápidos e já na época do ataque a Pearl
Harbour em 7 de dezembro de 1941, o Devastador já era considerada uma
aeronave obsoleta. Depois do fiasco da Batalha de Midway, onde os TBDs
foram varridos dos céus, o modelo foi rapidamente retirado do serviço
de
linha de frente, sendo relegado a funções menos nobres. Seu lugar foi
ocupado pelos Grumman TBF Avenger. A única glória creditada aos Douglas
TBD Devastadors foi em 12 de março de 1942 durante a Batalha do Mar de
Coral, onde eles afundaram o porta aviões japonês Shoho.
MONTANDO O DEVASTADOR DA AIRFIX 1/72.
É um dos clássicos do plastimodelismo. Lançado no
mercado
por volta de 1966, é comercializado até nossos dias. Com o código
02034-9, o kit é moldado em plástico branco e composto de 73 peças,
sendo
4 transparentes, todas em alto relevo. Este modelo especificamente foi
montado em 1998, sendo que para melhorar resolvi baixar os relevos e
fazer alguns rebites. As peças se encaixaram sem dificuldades, sendo
que
as asas, por serem “enrugadas”(como as do Ju 52), tiveram atenção
especial para que o alinhamento ficasse perfeito. Resolvi não fazer a
vistosa pintura pré-guerra estampada na caixa, mas uma das pinturas
operacionais nas cores Mr.Color 332 Aircraft Gray na parte inferior e
aplicando Mr.Color 72 Intermediate Blue na parte superior. A antena foi
feita com “sprue” e os decais vieram com o kit. Não pintei o leme nas
cores vermelho e branco, pois no início de 1942 as mesmas começaram a
ser abolidas dos aviões navais. Apenas para registro, na ocasião foram
montados dois TBDs, sendo o meu na escala 1/72 e o saudoso Cid Rubens
Pestana, amigo de GPPSD, montou outro na escala 1/48 da Monogran.
     
O DESCONHECIDO Me 109W-1
Já em setembro de 1939, o Alto Comando Alemão tinha
planos para a invasão dos Países Nórdicos. A Luftwaffe estava
preocupada
com o destino de seus aviões de transporte Ju52, que lentos e mal
armados defensivamente, seriam massacrados pelos caças da R.A.F
estacionados em bases norueguesas e pelos aviões da Royal Navy
embarcados em porta aviões. Por não possuir bases próximas, não seria
possível cobertura defensiva alemã, dado ao curto raio de ação dos Me
109. Para piorar, o futuro porta aviões alemão “Graf Zeppelin” era
apenas
uma carcaça incompleta. Em caráter de urgência, a companhia Fieseler
apresentou um projeto onde um Me 109, série 3365 seria dotado de
flutuadores, tendo a designação de fábrica Me 109W-0. O referido
protótipo fez seu primeiro vôo ainda no mês de dezembro de 1939, com
resultados desapontadores. A potência do motor era insuficiente dado ao
peso e arrasto dos flutuadores, sem contar o problema de
instabilidade. Mesmo assim, 6 aparelhos foram construídos denominados
então Me 109W-1, derivados da versão Me 109E-4, equipados com o novo
motor DB601-N, sendo entregues em junho de 1940. Mas a história de
modelo “W” não foi nada auspiciosa. Dois deles foram perdidos em
acidentes e os 4 restantes foram desmontados e jamais foram usados
operacionalmente. Assim como o Spitfire VB, que também era dotado de
flutuadores, os super caças da época não podiam ser simplesmente
“adaptados” para funções diversas de seu projeto original.
CRIANDO O Me 109W COM SUCATAS
Antes da empresa Amodel lançar o kit do Me 109W-1, e
depois
de ler um artigo sobre “Projetos Estranhos”, resolvi criar o meu
próprio
Messerschmitt com flutuadores. Devo antes deixar bem claro que os
aviões
originais eram baseados no modelo E-4, mas o que eu tinha disponível
era
um Me 109F da Italeri (eu acho), que estava sem o conjunto de rodas e
parte transparente, sendo que também, a lateral esquerda da fuselagem
estava trincada. Os flutuadores foram doados pelo meu grande amigo
François Durand, que tinha um Seiran da empresa Aoshima, com apenas uma
parte da asa e por sorte, o par de flutuadores intactos. Ai foi só
trabalhar o modelo, vedando os porões dos trens de pouso, baixando os
relevos e melhorando o formato dos flutuadores, corrigindo as
imperfeições e seguindo atentamente as plantas, no que diz respeito a
colocação dos flutuadores e alinhando o conjunto corretamente. A
pintura
foi mais ou menos livre, já que não encontrei o padrão que foi usado
nos
aviões construídos, assim,utilizei as cores RLM 82 Grün (Green), RLM 71
Dunkelgrün (Dark Green) e RLM 65 Hellblau (Light Blue). As laterais
foram esfumaçadas com as cores mais escuras. Mesmo não tendo sido um
aparelho operacional, vale pela curiosidade histórica.
     
MESSERSCHMITT Me 109T-1
Atendendo a uma solicitação conjunta da Kriegsmarine e
da Luftwaffe, a fabrica Messerchmitt em parceria com a companhia
Fieseler, criaram uma versão navalizada do imortal Me 109. O referido
modelo seria utilizado à partir do porta aviões alemão Graf
Zeppelin, que estaria apto a transportar 28 Ju 87C, 12 Me 109T e 6
Arado
Ar-197. Em 1939, usando a célula de um Me 109E-3, foi produzido o
primeiro
modelo “T-0”(tipo zero), com envergadura aumentada, trem de pouso
reforçado e mais alto, gancho de frenagem, ganchos laterais de
catapultagem e um motor DB 601-A, mais potente. Na fase de pré produção
foram construídas 10 unidades que foram usadas exclusivamente para
testes. Em 1940, com algumas melhorias e refinamentos, foram
construídas
60 unidades do agora oficial Me 109T-1, baseado na célula do Me
109E-4/N e equipado com motor DB 601-N. Mas as obras do Graf Zeppelin
foram paralizadas, assim como a linha de Messerschmitts navais. Com
isso,os
modelos foram enviados para a fábrica e despojado de seus apetrechos
navais, sendo rebatizados como Me 109T-2, sendo distribuídos entre as
esquadrilhas da Luftwaffe operando à partir da Noruega ocupada e Países
Baixos, bem como nos gélidos ares do Mar do Norte. Os modelos “T” eram
facilmente identificáveis de seus demais “irmãos” por possuírem uma
altura maior e envergadura característica.
MONTANDO O Me 109T-1 DA MPM ESCALA 1/72
A empresa da República Tcheca MPM, com o código
72666, oferece aos plastimodelistas a oportunidade de ter em suas
coleções um dos “modelos que não deram certo” na II Guerra Mundial. O
Me
109T é moldado em plástico cinza, sofrível baixo relevo, muita rebarba
de
plástico para lixar, 2 partes transparentes em acetato e, por incrível
que pareça, ”photoetched” com partes do interior do cockpit e porões de
rodas. Foi preciso paciência para alinhar o kit e refazer as linhas de
relevo, mas plastimodelismo também é um pouco de sofrimento, mas valeu
à
pena. Fiquei muito contente após passar a mão de “Primer” e ver que o
danadinho estava domado e pronto para a pintura. As cores utilizadas
foram RLM 70 Schwarzgrün, RLM 71 Dunkelgrün, RLM 78 Himmelblau e o
interior dos porões de rodas na cor RLM 02 Grau. Foi um trabalho meio
cansativo mas recompensador, pois não é todo plastimodelista que tem um
modelo “T” em sua coleção.
     
Me 262T-FALCÃO DO MAR
Em agosto de 1944 a Kriegsmarine (Marinha de Guerra
Alemã) se interessou por uma versão navalizada do jato Me 262 que na
época, era a grande dor de cabeça da aviação aliada, pois seus
bombardeiros e caças estavam sendo varridos dos céus da Europa. A
resposta da Messerschmitt já estava pronta, tendo sido utilizado um Me
262 convencional, mas otimizado para operações de pouso e decolagem no
porta aviões “Graf Zeppelin”. O novo Me 262T navalizado, batizado com o
nome de “Seefalke” apresentava configurações próprias para operações
embarcadas, tais como: asas dobráveis, trens de pouso reforçado,
proteção
anti-corrosão, gancho de retenção e possibilidade de instalação de
jatos
auxiliares de decolagem. Em menos de quatro meses, já estavam
operacionais os primeiros Me 262T, substituindo os obsoletos Me 109T, e
os Stukas e Heinkels navalizados, que eram verdadeiros baús voadores. A
versão torpedeira nunca foi construída, sendo utilizada apenas a versão
armada com canhões e foguetes não guiados. Os “Seefalke” foram o
flagelo
dos comboios e navios de superfície aliados, obrigando as suas marinhas
a reduzir drasticamente suas operações navais.
Agora você deve estar se
perguntando: será este artigo algum tipo de pegadinha? A resposta é um
sonoro “sim”!. A referida versão do Me 262T nunca existiu. Apenas achei
a
idéia interessante, pesquisando artigos do “verdadeiro” Me 262 pela
internet. Afinal, plastimodelismo não é, além de um hobby, sonho e
muita
imaginação? Então vamos curtir o nosso hobby, brincando com a nossa
imaginação e com a história, que como sabemos, foi bem diferente, a
começar pelo porta aviões alemão que nunca foi operacional!
TRANSFORMANDO O Me 262 DA MATCHBOX 1/72
Resolvi basear meu projeto no kit da empresa inglesa
Matchbox (adquirida pela Revell alemã), comprado em um mercado de
pulgas
na Convenção de Santos no ano de 2003. Com o código do fabricante
PK-21, o kit é moldado (como era praxe da empresa) em duas cores, verde
e
cinza, sendo composto de 34 peças, sendo uma transparente. As duas
árvores
de peças apresentam estampagem em alto e baixo relevo, sendo a montagem
muito simples, já que o referido kit é recomendado para iniciantes.
Para
melhorar o aspecto, baixei os relevos, fiz alguns rebites e cortei as
asas, para fazer as mesmas na posição de armazenagem. O gancho de
frenagem foi retirado de minha caixa de sobras e os jatos auxiliares de
decolagem foram feitos com pedaços das hastes das arvores que seguram
as peças. Como o Me 262T nunca existiu, fiz a pintura como de fosse um
protótipo baseado no modelo “A” convencional, acrescido dos apetrechos
para operações embarcadas. Aumentei o comprimento do trem de pouso da
frente, pois ele seria totalmente estendido apenas para
decolagem, aumentando o ângulo de subida. As cores utilizadas na
pintura
foram: RLM 82 Grün, RLM 80 Olivegrün e RLM 78 Himmelblau. O interior do
cockpit, porões de rodas, portas e trens de pouso foram pintadas no
“azul
metálico IJN-Imperial Japan Navy, que eram próprios para evitar a
corrosão salina. Evidente que é pura ficção, mas achei que a
transformação ficou bem interessante, podendo ser considerada com da
categoria “What if”, muito apreciada pelos modelistas americanos e
europeus.
JUNKERS Ju-87C STUKA NAVAL
Com o sucesso inicial do Ju 87 em operações de guerra na Espanha e no início da II Guerra Mundial, foi natural escolher o mesmo para operar no então futuro porta aviões Graf Zeppelin da Marinha de Guerra Alemã. A versão "C" nada mais era que a versão "B-1" otimizada para operações em navio aeródromo. O armamento e o motor eram idênticos ao modelo padrão terrestre, porém a fuselagem era reforçada, as asas eram dobráveis manualmente para facilitar o armazenamento, possuía gancho de frenagem, bote salva vidas inflável e os trens de pouso eram ejetáveis, para facilitar pouso de emergência no mar. Além da função de bombardeiro de mergulho o Ju 87C teria a função torpedeiro. Com a paralisação da construção do porta aviões Graf Zeppelin, foi suspensa a produção dos Stukas navais. O número de unidades na versão "C" construídas é conflitante, mas pelo menos 80 saíram da fábrica. Assim como o Me 109T, as unidades foram remetidas novamente para o complexo Junkers onde foram "desnavalizados" para retirar o excesso de peso e as asas dobráveis foram soldadas, sendo as unidades distribuídas entre os esquadrões da Luftwaffe, sendo conhecidos como Ju 87R.
TRANSFORMANDO O Ju 87B DA AIRFIX 1/72 NO Ju 87C
No final dos anos 90, folheando um número da revista" In Action" da Squadron dedicada ao Ju 87 Stuka, verifiquei com surpresa de que havia existido uma versão naval do Stuka. Na época, a Internet não era ainda tão fácil como é hoje, pois a espera, quedas de conexão, disponibilidade de linha e tantas coisas mais, dificultavam a pesquisa. Mesmo assim resolvido a ter essa "Avis Rara" em minha coleção, comecei a pesquisar livros, dados, reportagens e tudo que dissesse respeito e essa versão. Munido das poucas fotos disponíveis, resolvi montar o modelo baseado na versão B-1 da Airfix. Não posso dizer que seja um kit ruim, é bem moldado e detalhado (que nem de longe lembra o molde da mesma marca lançado nos anos 60), tendo como único inconveniente (para os puristas): ser em alto relevo. Primeiramente lixei todos os rebites e com a ajuda de um "scriber", fiz os relevos dos painéis. O próximo passo foi me basear nas fotos para cortar as asas, fazer os pontos de engate e sustentação e delimitar o ângulo de descanso, já que iria faze-las dobradas. Depois foi só procurar um gancho de frenagem em minha caixa de sobras e iniciar a montagem. As cores utilizadas para a pintura foram livres, já que todas as fotos disponíveis são muito escuras, dificultando a visualização. Portanto a pintura apresentada não é baseada em pesquisa, apenas achei as cores adequadas e as apliquei no kit. Hoje a história é outra, o acesso é instantâneo e fácil de pesquisar (sendo que ainda assim o material sobre o modelo "C" é pouco), e tem até um modelo da Hasegawa na escala 1/48 código jt09899 do Stuka Ju 87C " Graf Zeppelin disponível aos plastimodelistas. Mesmo assim, tenho um "xodó" pelo meu, que foi feito na marra.
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