GPPSD - Grupo de Plastimodelismo e Pesquisa Santos Dumont

Início | Artigos | Notícias | Links | Parceiros | Sobre nós | Contato

MONTANDO KITS CLÁSSICOS

Nos anos 60, a Airfix era uma das maiores fabricantes de kits do mundo, com uma grande variedade de modelos, tais como aviões (civis e militares), militaria, navios, figuras históricas, carros, etc.. Neste artigo, apresentaremos dois kits lançados nos "anos de ouro" do plastimodelismo, ambos em alto relevo, que foram rebaixados, dando aos antigos moldes um pouco mais de charme.

BAC LIGHTNING


 

Apesar de estar sendo apresentado a estampa do F3, pela cauda pode-se notar que o modelo montado é um F.Mk6, pois o kit que era vendido no fim dos anos 60 vinha com os dois tipos de lemes, permitindo ao modelista optar pelo modelo que mais gostasse. Com um total de 36 peças (sem contar o famoso pedestal), sendo uma transparente, era moldado em plástico cinza-prateado com diversas marcas de injeção e algumas rebarbas. O molde era muito pobre, mas era o único disponível na época.

 

Este modelo foi recuperado, sendo totalmente desmontado, tendo seus relevos rebaixados. As tintas utilizadas na nova pintura foram Tamiya. Por ser o primeiro caça supersônico a entrar em serviço com a famosa R.A.F, é um kit que merece estar na coleção de qualquer plastimodelista que goste de jatos. Foram produzidas as seguintes versões do English Electric/BAC Lightning: F.Mk1, F.Mk 1A, F.Mk2, F.Mk2A, F.Mk3, F.Mk4, F.Mk5, F.MK6, F.Mk53 e F.Mk 55.

 

FAIREY FIREFLY Mk V

 

Só a tampa da caixa, desenhada pelo artista Roy Cross, já era um convite forte para se montar este kit.

Lançado em 1.966, era composto de 65 peças moldadas em um estranho plástico azul claro, sendo 3 transparentes, com uma grande novidade: a opção de montá-lo com as asas dobradas. E era aí que morava o perigo! Os modelistas da minha idade, não tinham os recursos que existem hoje. As colas eram fracas e levavam uma eternidade para fixar as peças (e quem tinha paciência para tal?), fazendo com que as asas (dobradas ou abertas) nunca ficassem no ângulo correto.

 

Para se fixar as portas nos trens de pouso, outro pesadelo, mas valia o "stress". Afinal, eram muitas horas de atenção e vontade de mostrar aos amigos a obra de arte finalizada, mesmo que pintada à mão e com espaços entre as emendas da fuselagem e asas.

 

Este também é um kit recuperado e com relevos retrabalhados. Nesta segunda montagem, optei em montá-lo com as insígnias da Marinha Real da Holanda, que utilizou por um bom tempo o Firefly.

 

Alguns Plastimodelistas tem sérias restrições com kits em alto relevo. Concordo plenamente que uma bela injeção em baixo relevo é o ideal, porém, nada supera a satisfação de um desafio.