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BOX ART-II
No início dos anos 50, a indústria de kits para montar estava passando por uma tremenda reformulação. Os kits em madeira estavam ficando obsoletos; não era mais preciso ter uma "oficina" de montagem com espátulas, tornos e lixas elétricas, para dar uma forma adequada aos modelos. O plástico poliestireno tornava a montagem mais "limpa", prática e funcional. Era só destacar as peças, lixar alguns pontos e colar. A pintura (já que o plástico era colorido), era opção do modelista.
A Revell sempre usou como arma de venda as belas tampas de caixas, que faziam os consumidores sonharem em ter em suas mãos os lindos modelos nelas estampados. Um dos grandes responsáveis foi o renomado artista John Steel, que fazia de cada estampa uma verdadeira obra de arte, dando o seu toque especial no colorido e dramaticidade, transportando o comprador do kit para a cena de ação retratada.
Neste artigo, apresentaremos cinco caixas "combo", que continham um tema onde eram inseridos diversos kits, que por um preço (na época) razoável, transformaram para muitos jovens e adultos americanos tardes e fins de semana dos anos 50, em alegres horas de montagem e divertimento.
Vale salientar que estes conjuntos foram lançados no mercado uma única vez, sendo hoje peças disputadas por colecionadores, com um preço médio de U$ 200. Que pena!
AIR POWER
Lançado no primeiro trimestre de 1.956, permitia a montagem de 5 jatos do arsenal aéreo da USAF - United States Air Force. A caixa continha os modelos: Martin B-57B (versão americana do inglês Canberra) na escala 1/81, F-89 Scorpion na escala 1/80, F-102A Delta Dagger na escala 1/78, F-100 Super Sabre na escala 1/70 e o F-101 Voodoo na escala 1/75,permitiam ao modelista decorar a sua estante com os jatos mais letais da época. Como ainda não havia padronização de escala, depois de montados deveria ficar bem interessante a "esquadrilha".
ADMIRAL"S FLEET Foi lançado no mercado em dezembro de 1.955, para aproveitar a época do Natal, apresentando 5 belonaves da U.S Navy (Marinha dos Estados Unidos) em escalas irregulares. Eram os seguintes modelos: Cruzador Pesado USS Los Angeles, Submarino Atômico USS Nautilus (então uma novidade e menina dos olhos da Frota, por ter cruzado o Pólo Norte submerso, tendo recebido grande destaque da imprensa mundial), Encouraçado USS Missouri (famoso por ter sido palco da assinatura da rendição japonesa na II Guerra Mundial), Destróier Sullivans e a Lancha Torpedeira PT 212. Deveria ficar muito interessante, depois de montados, notar que a lancha PT ficava quase do tamanho dos navios maiores.
SUPERSONIC JET FIGTHERS
Dado o sucesso da série Air Power do ano anterior, em 1.957 a Revell apresentou 3 jatos que estavam entrando em serviço pela Força Aérea Americana: o Lockheed F-104 Starfighter na escala 1/64, que trazia os mísseis Sidewinder, unidade de transporte dos mesmos e a equipe de armeiros, sendo que o piloto era um gigante se comparado às outras figuras; pela U.S. Navy, o breve Grumman F-11 Tiger na escala 1/55, que prestou mais serviços pelo time acrobático Blue Angels do que para a Armada; e o eficiente Chance Vought F-8 Crusader na escala 1/67, que prestaria relevantes serviços nos céus do Vietnam. Gostei muito de montar o Crusader, pois as asas podiam ser montadas em duas posições e o estribo lateral do piloto era retrátil.
VICTORY AT SEA
Aproveitando o sucesso do seriado do mesmo nome apresentado pela rede de televisão CBS em 1.956, a Revell aproveitou e fez o lançamento deste belo conjunto. O Porta-Aviões poderia ser o Essex ou o Franklin D. Roosevelt, o Destróier era da mesma classe do Sullivans e mais uma vez a nossa boa e velha Lancha PT estava presente, completando o trio.
155 CANNON & TRACTOR
Os modelistas que gostavam de militaria devem ter vibrado quando, em 1.956, viram nas lojas este belo conjunto em homenagem ao U.S Army (Exército dos Estados Unidos). Moldado em verde oliva, na escala 1/40, o canhão de 155 mm e o trator rebocador formavam um lindo par. Vale também dizer que as figuras que acompanhavam o conjunto davam um charme todo especial, permitindo ao modelista dar asas a sua imaginação e criar belos cenários (pois acho que na época, ainda não se usava a expressão diorama) e se divertir feito criança pelo quintal ou no quarto, usando a colcha como terreno acidentado e o travesseiro como morro.
Podem até tentar me convencer do contrário, mas em minha opinião, nada melhor para relaxar que montar um kit. É satisfação garantida!